A última carta de natal
Um conto de mistério, drama e romance de época, com toques de terror psicológico Na véspera de Natal de 1889, uma nevasca cobria os bosques que cercavam o antigo Castelo de Whitmoor , no interior da Inglaterra. A construção de pedra cinzenta, silenciosa e imponente, parecia suspensa no tempo. Dentro, as lareiras crepitavam, mas nem mesmo o fogo afastava o frio que parecia vir de dentro das paredes. Na ala leste, duas crianças , Beatrice e Edmund, brincavam pelos corredores empoeirados. A mãe havia falecido no inverno passado, e o pai, o conde Alaric de Whitmoor , permanecia recluso desde então. A única presença constante era a camareira , Margareth, que cuidava dos pequenos como se fossem seus filhos. Ela sempre os alertava para não entrarem na biblioteca velha. “Ali mora o que não deve ser perturbado”, dizia em voz baixa, os olhos escuros cheios de receio. Mas, naquela noite de Natal, algo os atraiu para lá. “Edmund, ouça… alguém está chorando”, sussurrou Beatrice, puxando o ...